A jogada do éter
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jjsanto
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A jogada do Éter
O gordo ergueu a vista observando o infinito no
horizonte feito de mar e céu que se estendia para lá das
vidraças.
Fim de tarde, bandos de pássaros esvoaçam
desaustinados e sem rumo numa inquietude mal...
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A jogada do Éter
O gordo ergueu a vista observando o infinito no
horizonte feito de mar e céu que se estendia para lá das
vidraças.
Fim de tarde, bandos de pássaros esvoaçam
desaustinados e sem rumo numa inquietude mal
percebida.
A namorada, uma negra de rosto longo, feições finas
e cabelo frisado está de “jeans” e veste uma camiseta
branca de algodão por detrás da qual espreitam os seios
bem torneados com pontas húmidas espetadas, gulosas.
Não tira os olhos do tabuleiro.
Parece concentrada,
decidida a vencer.
“És tu a jogar, Aníbal”
Cofiou a barba branca e analisou a situação.
“Tens a certeza? Ia jurar que tinha acabado de mover
a peça…”
Ela sorriu.
Já jogavam há vários milhares de anos e
conhecia-lhe bem as manhas.
Tudo o que ele queria
naquele momento era ganhar um pouco de tempo para
usar a mente, explorar as alternativas.
Levantou-se, sorriu
com ar provocador e enlaçou-o pela cintura
“Querido… acho que estás a necessitar de um café e
um digestivo”
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