AAss PPaallaavvrraass
São macias e delicadas como algodão,
Frescas como a limonada, doces como a marmelada
E leves como um balão.
São letras e letras … ao trambolhão!
De A ao Z, aí vem o verão.
As palavras aquecem-nos o coração ou, então,
Arrefecem-nos as mãos e gelam a emoção.
Algumas são frias e ventosas,
Outras...
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AAss PPaallaavvrraass São macias e delicadas como algodão, Frescas como a limonada, doces como a marmelada E leves como um balão. São letras e letras … ao trambolhão! De A ao Z, aí vem o verão. As palavras aquecem-nos o coração ou, então, Arrefecem-nos as mãos e gelam a emoção. Algumas são frias e ventosas, Outras são vaidosas e airosas. As palavras são aconchegantes como um cobertor E, na solidão, dão-nos amor. As palavras são MÁGICAS!
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De Maria Isabel Sousa
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Pub. em Jan. 12th 2012
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Carta do Cavaleiro Desesperado
Coimbra, 20 de novembro de 1444
Caríssima e linda donzela,
Venho por este meio apresentar-me: eu sou o triste e infeliz cavaleiro
que, andando a caçar, encontrou uma linda princesa encantada que precisava
de auxílio.
Infelizmente, não soube realizar o papel de um verdadeiro cavaleiro,
que deveria ter...
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Carta do Cavaleiro Desesperado Coimbra, 20 de novembro de 1444 Caríssima e linda donzela, Venho por este meio apresentar-me: eu sou o triste e infeliz cavaleiro que, andando a caçar, encontrou uma linda princesa encantada que precisava de auxílio. Infelizmente, não soube realizar o papel de um verdadeiro cavaleiro, que deveria ter ajudado a filha bendita de um rei coroado. Por isso, àquela que se tornou a luz dos meus olhos, peço o mais sincero perdão. Sou o mais arrependido dos homens e faria tudo para voltar a ver quem acendeu a chama do meu coração. Nunca deveria ter abandonado tão nobre princesa, nem ter ido tomar conselho com a minha tia. Não libertei a princesa encantada, mas fiquei preso pelo seu amor. Despeço-me da rainha do meu coração, ansiando pelo seu perdão e pelo dia em que voltarei a encontrar tão nobre donzela. O Cavaleiro Desesperado Trabalho realizado pelo aluno: Joaquim Luís Simões Malafaia, Nº 16, Turma: C, 7º Ano
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De Maria Isabel Sousa
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Pub. em Jan. 12th 2012
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Alentejo, 19 de novembro 1897
Minha doce donzela:
Foi há tão pouco tempo que a vi pela primeira vez, mas não consigo parar de pensar
em si… Arrependido estou, pois de si não cuidei.
Minha alma está negra, meu coração
destroçado, meus olhos ensanguentados de tanta mágoa e sofrimento.
Entrando floresta dentro, nem queria...
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Alentejo, 19 de novembro 1897 Minha doce donzela: Foi há tão pouco tempo que a vi pela primeira vez, mas não consigo parar de pensar em si… Arrependido estou, pois de si não cuidei. Minha alma está negra, meu coração destroçado, meus olhos ensanguentados de tanta mágoa e sofrimento. Entrando floresta dentro, nem queria acreditar! Incrédulo fiquei quando, para a azinheira olhei e a minha doce e linda donzela já lá não se encontrava. Justiça quero fazer, pois quem perde o que eu perdi só pode acabar aqui, onde tudo começou. Mas, de repente, algo me iluminou e me disse para não fazer tremenda violência e não desistir da doce e amada, que tão bem me falou. Como arrependido estou! Minha bela donzela… Já sem forças estou, para lhe poder descrever tamanha dor. Pouca fé me resta, mas mesmo assim, espero que seu coração bondoso possa perdoar a minha insensatez… Com todo o amor… Cavaleiro
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De Maria Isabel Sousa
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Vagueando
Oficina de Escrita Criativa
Biblioteca Escolar
De Maria Isabel Sousa
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Pub. em Jan. 11th 2012
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Gyönyörû tárgyakat, ékszereket
fogtok látni itt.
Azt írják,hogy sok
sírt kifosztottak,de ezeket meg
tudták menteni.
GyuriZene: Ravel - Bolero
De Maria Isabel Sousa
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Pub. em Jan. 9th 2012
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cina de Escrita Criativa
oteca Escolar
Trabalho de Daniela Marques, 11ºE
De Maria Isabel Sousa
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Trabalho de Daniela Marques, 11ºE
Oficina de Escrita Criativa
Biblioteca Escolar
De Maria Isabel Sousa
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Estrela do mar / Cavalo marinho
Oficina de Escrita Criativa
Biblioteca Escolar
Mafalda, nº 19, 10º E
De Maria Isabel Sousa
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Pub. em Jan. 9th 2012
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Vagueando
Oficina de Escrita Criativa
Biblioteca Escolar
Jéssica Borges, 10º E
De Maria Isabel Sousa
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Duas faces
Um dia, a minha avó disse-me:” Minha neta, lembra-te sempre do
que te vou dizer… Não olhes só para a casca, primeiro vê o seu
conteúdo”.
Uma hora depois ela faleceu, entregou-me o seu colar
de rubis em volta de um coração e fechou os olhos.
****
- Mãe, passaram três anos desde que a avó faleceu… Estou...
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1 Duas faces Um dia, a minha avó disse-me:” Minha neta, lembra-te sempre do que te vou dizer… Não olhes só para a casca, primeiro vê o seu conteúdo”. Uma hora depois ela faleceu, entregou-me o seu colar de rubis em volta de um coração e fechou os olhos. **** - Mãe, passaram três anos desde que a avó faleceu… Estou cansada de te ver todos os dias vestida de preto. - Mariana, é a minha maneira de fazer luto. Agora, despacha-te e vai para a escola. – Repreendeu-me. Pelo caminho pensava no que a minha avó me dissera nessa noite em que faleceu, depois disso nunca mais pensei naquele dia, porém hoje parecia que algo tinha mudado ou estava para mudar. **** - Vai!! – Gritavam todos. - Parem! – Ordenei quando me apercebi do que se estava a passar. Um rapaz alto, magro e vestido de forma requintada, gritava desesperado para o socorrerem, porém ao contrário do suplício que se ouvia nos corredores da escola, todos pareciam indiferentes e ainda apelavam por mais luta. Não achei justo o qu
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De Maria Isabel Sousa
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Pub. em Dez. 6th 2011
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!
Entrevista a Cristina Torres
Cristina Torres, filha de Ricardo Torres dos Santos, alfaiate, e
Delfina da Cruz Marques, nasceu a 21 de Março de 1891, na Figueira
da Foz.
Foi professora do ensino técnico nesta mesma cidade e em
Braga.
Casou-se, em 1914, com Albano Correia Duque de Vilhena e
Nápoles, jornalista.
Começou a...
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! Entrevista a Cristina Torres Cristina Torres, filha de Ricardo Torres dos Santos, alfaiate, e Delfina da Cruz Marques, nasceu a 21 de Março de 1891, na Figueira da Foz. Foi professora do ensino técnico nesta mesma cidade e em Braga. Casou-se, em 1914, com Albano Correia Duque de Vilhena e Nápoles, jornalista. Começou a trabalhar cedo e, simultaneamente, estudava. Como foi para si esta fase? Essa fase, assim como muitas outras, não foi fácil. A vida não o pode ser, pois tudo o que é fácil perde o interesse, mas a minha força de vontade superou todas as dificuldades, e, apesar de não ser o meu sonho, eu gostei de trabalhar como costureira. Uma das suas grandes lutas é a defesa do direito ao estudos das mulheres. Como é que a sua luta seria bem recompensada? É verdade, esta foi e sempre será uma grande luta. Na minha opinião, todas nós, mulheres e raparigas, temos direito a estudos superiores, a participar nas escolhas políticas, a trabalharmos mediante o pagamento de salários e
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De Maria Isabel Sousa
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Pub. em Dez. 1st 2011
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Reportagem
Cristina Torres, a pessoa
“Às raparigas e rapazes que passaram pelas minhas
aulas e a quem devo as melhores horas da minha
vida.
”
Critina Torres
Cristina Torres dos Santos, ou simplesmente Cristina Torres, nasceu no
dia 21 de março de 1891 e morreu a 1 de Abril de 1975.
Esta mulher é
figueirense e a sua vida é um...
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Reportagem Cristina Torres, a pessoa “Às raparigas e rapazes que passaram pelas minhas aulas e a quem devo as melhores horas da minha vida. ” Critina Torres Cristina Torres dos Santos, ou simplesmente Cristina Torres, nasceu no dia 21 de março de 1891 e morreu a 1 de Abril de 1975. Esta mulher é figueirense e a sua vida é um exemplo de cidadania, de coragem e determinação. Durante a juventude, concilia o seu trabalho de costureira com os estudos. Fruto da sua dedicação e persistência, tira o curso de HistóricoGeográfico na Universidade de Coimbra, o que lhe possibilitou iniciar a sua carreira como professora. Os seus alunos são os primeiros a reconhecer o seu mérito, pelo que, por intermédio deles, torna-se professora efetiva na Escola Industrial de Bernardino Machado. Esta mulher com “M” grande era uma pessoa empenhada e passou a sua vida a defender os mais desfavorecidos. Consequentemente, defendeu que a educação também deveria ser um direito das crianças mais pobres e das meni
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De Maria Isabel Sousa
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Pub. em Dez. 1st 2011
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Também se morre de amor?
“Era Verão e as férias tinham começado há uma semana.
Como sempre, estava na Nazaré, na casa da minha avó.
Este
ano ia ser diferente.
Tinha feito 17 anos há poucos dias e,
finalmente, ia poder sair à noite com as minhas primas e os
amigos.
Na praia fazíamos as parvoíces do costume: jogar...
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Também se morre de amor? “Era Verão e as férias tinham começado há uma semana. Como sempre, estava na Nazaré, na casa da minha avó. Este ano ia ser diferente. Tinha feito 17 anos há poucos dias e, finalmente, ia poder sair à noite com as minhas primas e os amigos. Na praia fazíamos as parvoíces do costume: jogar raquetas, piscar os olhos aos rapazes, contar anedotas, comer gelados. O Paulo era mesmo muito giro. Tinha 19 anos e olhos verdes. Sei lá porquê, foi a mim que escolheu e eu ia morrendo derretida quando ele me perguntou ao ouvido: Queres namorar comigo? Como nos filmes antigos e nas novelas… Não era só uma paixão de Verão. O Paulo dizia isso todos os dias e, quando as férias acabaram e cada um voltou para sua casa, escrevíamos, telefonávamos e, fim-de-semana sim, fim-de-semana não, viajávamos 60 km para nos encontrarmos.
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De Maria Isabel Sousa
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